Pensava que era Combustível, mas afinal sou Eletricidade

Xana Novais

Pensava que era Combustível, mas afinal sou Eletricidade é um solo que tem como proposta um corpo a levar choques elétricos produzidos pela vibração de uma bateria desmembrada. A sua pele dança não por vontade própria, mas porque o som a faz mover. Que danças surgem numa busca involuntária de um corpo que volta a mover-se depois desta paragem total no mundo durante uma situação pandémica? É uma manifestação feita por uma pessoa só, onde um corpo é sacrificado entrando em estado de transe em prol da sua ânsia de renascer a partir de situações dolorosas, de músculos em tensão e finalmente em prol da sua arte. Pensava que era combustível, mas afinal sou eletricidade mostra que o corpo de uma bailarina tem memória, mas também esquece, que um corpo se cansa da falta de estímulos sociais e principalmente que pode morrer se não tiver disciplina e controlo sobre si próprio. O movimento após uma pandemia que ninguém contava, já não é o mesmo, modificou-se, cansou-se, eletrificou-se.


“Pensava que era Combustível, mas afinal sou Eletricidade” é uma performance que dá continuidade à investigação artística de Xana Novais nos últimos anos, os conceitos gore, de limite e superação do corpo, a partilha pública de processos íntimos de criação e a intersecção entre público e privado.  

 

Criação, cenografia, interpretação - Xana Novais
Assistência de encenação - Maurícia Barreira Neves
Sonoplastia/ Interpretação - João Valinho
Ligações elétricas - Inês Carincur
Fotografia/Vídeo – Diogo Bessa
Apoio à Residência - CRL-Central Elétrica, o Lugar do meio e Desvio
Coprodução - Fundação de Serralves
Apoio – Self-Mistake ( Self-F**king – ORG.I.A)
República Portuguesa - Cultura – Direção-Geral das Artes e Câmara Municipal de Lisboa – Cultura

(Self-F**king é uma bolsa de experimentação, inserida no projecto Self-Mistake, numa parceria entre ORG.I.A e Produções Independentes.)


Espaços de Apresentação - Fundação de Serralves (Porto) e Desvio (Lisboa)