Penélope (um estudo sobre o Amor em paisagem de Guerra)

Tiago Vieira

PENÉLOPE é um tríptico sobre o mito de Penélope, a violência do amor e do desejo perante a ignorância das ditaduras e de todos os discursos de intolerância. Pretende-se também estabelecer uma relação com a memória da Segunda Guerra Mundial do ponto de vista filosófico, artístico, político, social e humano. 

 PENÉLOPE é uma reflexão sobre a intimidade, a consciência apocalíptica da realidade, um estado de alerta, um estudo performativo que valoriza a Arte como encontro inesquecível e único.

PENÉLOPE é um projeto que se baseia numa reflexão sobre o Amor em paisagens de Guerra, especificamente nas paisagens da Segunda Guerra Mundial, mas sem esquecer o contexto político internacional, nomeadamente a ascensão de discurso intolerantes perante os corpos marginais e estrangeiros.  O Amor com lugar privilegiado de encontro e de delicadeza entre os corpos, a Guerra como um lugar que aniquila o encontro e se transforma numa ação aniquiladora entre corpos que se confrontam. PENÉLOPE é um projeto constituído por três fases de criação: DEVEMOS SEMPRE PERDOAR OS COBARDES, MAS NUNCA SER COMO ELES é um espetáculo que se baseia na ideia de Manifesto, como expressão de identidade, como movimento de transformação, espaço poético alimentado por um desejo de liberdade, de ação. Durante o processo de pesquisa para este espetáculo, existirá um encontro com o público SOLOS/MANIFESTOS, em que os Manifestos que irão formar o corpo dramatúrgico do espetáculo irão ser apresentados ao público individualmente, numa versão única, de forma a potenciar o encontro entre espectadores e os performers, valorizando a identidade, a especificidade de cada manifesto, contribuindo para um encontro mais íntimo. A segunda fase será a performance um para um O AMOR É A NOVA PORNOGRAFIA, que tem como ponto de partida a ideia de Espera que forma o mito de Penélope em Homero, mas também a obscenidade contida na personagem Molly Bloom de Ulisses de James Joyce em relação com o Amor. Procura-se uma relação de intimidade com o espectador, um encontro em que o amor é revelado fora de qualquer possibilidade de submissão e se oferece como ato explicito, como resistência e desejo, revelação. O amor para além de qualquer moral ou impulsos de ordem biológica ou social. O Amor como manifestação ética de um corpo livre que deseja. A terceira fase será o espetáculo ESTA NOITE FICAREI CONTIGO, OU VOU DEIXAR DE SER QUEM SOU é o encontro entre Penélope e Ulisses, a confrontação com a passagem do tempo e com as ruínas de uma Guerra, com os mortos e com os esquecidos, é elogiar todos aqueles que resistiram, que morreram devido à sua liberdade, que não permitiram ficar alienados, é questionar o que ficou da espera. É desejar o encontro, é aceitar que vamos sempre amar alguém imperfeito, que os verdadeiros encontros serão construídos através do encontro que cada pessoa faz com o seu verdadeiro EU e que só assim nos podemos relacionar com os outros fora de qualquer sistema de poder.

 

FICHA ARTÍSTICA

“Manifestos” e “Devemos perdoar os cobardes mas nunca ser como eles” - Manifestos de Guerra”
Direcção, cenografia, coreografia, texto, dramaturgia, figurinos e interprete: Tiago Vieira
Intérpretes: Nuno Pinheiro, Sofia Dinger, David Marques, Miguel Nunes, Paulo Quedas e Tiago Vieira
Interpretação vídeo:  Ana Vaz e Ana Libório
Desenho de Luz e direção técnica: Rui Monteiro


“O amor é a nova pornografia” - A Espera
Tiago Vieira

 
“Esta noite ficarei contigo ou vou deixar de ser quem sou” – O encontro
Direcção, cenografia, coreografia, texto, dramaturgia, vídeo de cena, figurinos: Tiago Vieira
Interpretes: Paulo Quedas, Ana Vaz e Tiago Vieira
Apoio coreográfico/movimento: Vânia Rovisco
Desenho de Luz e direção técnica: Rui Monteiro
Edição Vídeo: Paulo quedas
Apoio cenografista e figurinista: a definir
Imagem/registo: Alípio Padilha
Som: a definir
Produção: a definir
Assistente: a definir

 

Apoio Self-Mistake (PI e ORG.I.A)
PI apoio da República Portuguesa / Ministério da Cultura / Direção Geral das Artes
ORG.I.A é apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa

 

Teaser de A Minha Pátria é uma Revolução

João Meirinhos

Promo de A Minha Pátria é uma Revolução

João Meirinhos

Alípio Padilha