she died she went to heaven she met God

Ana Libório

 

Numa era digital, entre a mutabilidade do online-visível e o offline-invisível,  esta peça coreográfica surge como um poema épico ao reescrever diferentes espaços, percepções e corpos, questionando, através de técnicas de improvisação e de composição coreográfica, o modo como se define a diferença que deveria estabelecer o limite: entre o invisível e o visível.  Como se pode aceder a um corpo invisível e à sua interioridade? Como é que um corpo desaparece numa era de total visibilidade? A verdade é que, tradicionalmente, aquilo que é invisível legitima-se pela não determinação exterior. Recorre-se à forma, ao corpo, à matéria, à percepção, mas na sua plena autonomia, o invisível não se deixa facilmente circunscrever.  A passagem do visível para o invisível é essencial, não como momento de significação mas como um projeto de memória.

 

Criação, conceito Artístico e interpretação: Ana Libório
Interpretes: a definir
Espaço Cênico: Bruno José Silva;
Sonoplastia e luz: Gonçalo Alegria
Coprodução: Artista no Bairro - Rua das Gaivotas 6 e Teatro Cão Solteiro
Apoios: Self-Mistake, Plataforma 285

 

Patrick O'Beirne