Criação de projecto - Laboratório de partilha de práticas artísticas

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Apneia Colectiva

A APNEIA COLECTIVA é uma Associação Cultural sem Fins Lucrativos sediada em Lisboa e fundada em 2019 com vista a potenciar a partilha e a criação de recursos comuns às suas artistas associadas.

 

Resultado de um encontro entre artistas/associadas fundadoras, para quem o diagnóstico de uma série de carências nas condições básicas de trabalho, quer no que respeita à organização institucional do labor, quer no que respeita às condições de produção de conhecimento associado às práticas de investigação e criação nas artes performativas, foi razão suficiente e necessária para a criação de um projecto cooperativista que, em primeiro lugar, quer colmatar essas faltas e, em segundo lugar, lutar por uma regulação laboral mais justa e protectora.

A APNEIA COLECTIVA opera um modelo cooperativista de produção e gestão de práticas artísticas e actividades conexas que pretende assegurar um futuro laboral sustentável para as suas associadas, em regime de partilha de recursos e construção colectiva de um património imaterial de valor para a comunidade das artes no seu todo. O foco recai na criação de contextos que extrapolem os circuitos geralmente em evidência, permitindo a forma e autonomia que mais se adequar à natureza de cada projecto artístico, o que implica uma reflexão crítica e atenta a respeito dos sistemas endémicos e paradigmáticos da actividade artística. A partir deste reposicionamento e partilhando as relações e recursos inerentes ao histórico de cada artista, quer-se mapear um circuito de acções, descentralizado e continuado, com vista a promover parcerias e desenvolver novos contextos de trabalho e operação para além dos inerentes a lógicas de venda e de adaptação a circuitos e equipamentos culturais habituais.

É através deste olhar sobre a própria actividade que as associadas se propõem a refletir sobre os sistemas que condicionam a produção cultural, desenhando em conjunto um modelo vivo e actualizado de gestão em que possam ver a vivência artística tomar a forma que consideram justa e pertinente, de modo a permitir o desenvolvimento simultâneo dos trabalhos de cada uma, dos contextos de inserção desses trabalhos e da cooperação entre as artistas.