SELF-UNCENSORED [Resistências à vigilância tecnológica na arte] Nov 2025 | Periphera 2025

Bios

Ana Borralho e João Galante

Ana Borralho (n. 1972, Lagos) e João Galante (n. 1968, Luanda) são artistas portugueses com um percurso singular e transdisciplinar que cruza artes visuais, performance, teatro, dança e som. Trabalham em parceria desde 2001, criando obras que se distinguem pela experimentação formal, implicação ética e política, e pela estreita relação com o público. A sua prática artística coloca o corpo como lugar de interrogação e como ferramenta crítica sobre os sistemas sociais, culturais e económicos.

Ambos têm formação em artes visuais e performativas: Ana estudou Escultura no Ar.Co e João Pintura e dança no Fórum Dança, tendo trabalhado com diversos coreógrafos e encenadores da cena contemporânea portuguesa. Integraram o grupo OLHO (1992-2002), dirigido por João Garcia Miguel, como atores e cocriadores. .

Juntos, criaram projetos como Mistermissmissmister (2002), sexyMF (2007), World of Interiors (2010), Atlas (2011), Gatilho da Felicidade (2012) e Manual de Instruções (2016), apresentados em importantes festivais e instituições em países como França, Alemanha, Brasil, Japão, Escócia, Suíça, Áustria, Finlândia, Eslováquia, Eslovénia, entre outros. A sua obra articula frequentemente práticas colaborativas e participativas, questionando estruturas de poder, identidade e comunidade.

Fundaram e dirigem a estrutura artística casaBranca, com sede em Lagos, e são os diretores artísticos do Festival Verão Azul, projeto transdisciplinar de criação e difusão contemporânea no sul de Portugal. Em 2024 lançaram a Escola Verão Azul, um programa de formação em artes performativas. Além da criação artística, dedicam-se à curadoria, pedagogia e articulação com o território, afirmando uma prática comprometida com a descentralização, diversidade e ecologia cultural.

Ricardo Lafuente

Ricardo Lafuente é designer, coder, aficionado da cultura hacker e ativista dos direitos digitais. Dirige, com Ana Isabel Carvalho, a agência de data journalism J++ Porto e o estúdio de design Manufactura Independente. Foi professor na Faculdade de Belas Artes da U. Porto e na Escola Superior Artística do Porto, orientando currículos à volta do design, web, interfaces digitais, hardware hacking e teoria do copyright. Esteve presente na fundação e cultivo (e nalguns casos no ocaso) de várias comunidades que vieram proporcionar espaços e tendências que faziam falta: o hackerspace Hacklaviva (2009-2012), os encontros Transparência Hackday Portugal/Date With Data (2010-2020), a Open Knowledge Portugal (2015-2020), a D3 (2017-), o Tilde.pt (2020-) e a Ciberlândia (2022-). Em todas elas esteve envolvido tanto na facilitação como na infra-estrutura técnica, sempre com recurso a ferramentas de software livre. Enquanto co-fundador e atual presidente da D3, tem coordenado a intervenção pública da associação em matérias como os metadados, apps covid, sigilo das comunicações, net neutrality, direitos de autor e, mais recentemente, a polémica Worldcoin.

Ana Borralho & João Galante

Ana Borralho (n. 1972, Lagos) e João Galante (n. 1968, Luanda) são artistas portugueses com um percurso singular e transdisciplinar que cruza artes visuais, performance, teatro, dança e som. Trabalham em parceria desde 2001, criando obras que se distinguem pela experimentação formal, implicação ética e política, e pela estreita relação com o público. A sua prática artística coloca o corpo como lugar de interrogação e como ferramenta crítica sobre os sistemas sociais, culturais e económicos.

Ambos têm formação em artes visuais e performativas: Ana estudou Escultura no Ar.Co e João Pintura e dança no Fórum Dança, tendo trabalhado com diversos coreógrafos e encenadores da cena contemporânea portuguesa. Integraram o grupo OLHO (1992-2002), dirigido por João Garcia Miguel, como atores e cocriadores. .

Juntos, criaram projetos como Mistermissmissmister (2002), sexyMF (2007), World of Interiors (2010), Atlas (2011), Gatilho da Felicidade (2012) e Manual de Instruções (2016), apresentados em importantes festivais e instituições em países como França, Alemanha, Brasil, Japão, Escócia, Suíça, Áustria, Finlândia, Eslováquia, Eslovénia, entre outros. A sua obra articula frequentemente práticas colaborativas e participativas, questionando estruturas de poder, identidade e comunidade.

Fundaram e dirigem a estrutura artística casaBranca, com sede em Lagos, e são os diretores artísticos do Festival Verão Azul, projeto transdisciplinar de criação e difusão contemporânea no sul de Portugal. Em 2024 lançaram a Escola Verão Azul, um programa de formação em artes performativas. Além da criação artística, dedicam-se à curadoria, pedagogia e articulação com o território, afirmando uma prática comprometida com a descentralização, diversidade e ecologia cultural.

 

Ricardo Lafuente é designer, coder, aficionado da cultura hacker e ativista dos direitos digitais. Dirige, com Ana Isabel Carvalho, a agência de data journalism J++ Porto e o estúdio de design Manufactura Independente. Foi professor na Faculdade de Belas Artes da U. Porto e na Escola Superior Artística do Porto, orientando currículos à volta do design, web, interfaces digitais, hardware hacking e teoria do copyright. Esteve presente na fundação e cultivo (e nalguns casos no ocaso) de várias comunidades que vieram proporcionar espaços e tendências que faziam falta: o hackerspace Hacklaviva (2009-2012), os encontros Transparência Hackday Portugal/Date With Data (2010-2020), a Open Knowledge Portugal (2015-2020), a D3 (2017-), o Tilde.pt (2020-) e a Ciberlândia (2022-). Em todas elas esteve envolvido tanto na facilitação como na infra-estrutura técnica, sempre com recurso a ferramentas de software livre. Enquanto co-fundador e atual presidente da D3, tem coordenado a intervenção pública da associação em matérias como os metadados, apps covid, sigilo das comunicações, net neutrality, direitos de autor e, mais recentemente, a polémica Worldcoin.

 

http://ricardolafuente.com/

Ana Borralho & João Galante

Ana Borralho & João Galante